sábado, 7 de maio de 2011
Novo blog
sexta-feira, 4 de março de 2011
Feminismo e ser ou não ser mãe

Este post foi escrito especialmente para o Blogueiras Feministas, para o qual eu colaboro periodicamente com posts sobre feminismo.
Nós mulheres sofremos tanta pressão, opressão, repressão e imposição de todo lado que o tópico dispensa maiores comentários. Mas os problemas aumentam muito quando se trata da mulher no papel de mãe – e da mulher que não é mãe.
No trabalho, merecemos menos oportunidades e reconhecimentos porque supostamente, como mães (ou mães potenciais), somos menos dedicadas aos interesses de nossos empregadores e seus acionistas. Ah... muitas vezes são mulheres julgando mulheres.
Continue a ler aqui.
Foto: Stock.XCHNG
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Poder, gênero e @s president@s
[Este post foi publicado também no blog coletivo http://blogueirasfeministas.wordpress.com]
Escrevo este texto no dia da posse da Presidenta Dilma Roussef, 01 de janeiro de 2011. Dia de muita emoção, de me sentir ainda mais ligada às mulheres deste grupo (algumas das quais acompanhei pelo Twitter durante a posse), desejo de abraçar todas as mulheres brasileiras.
Revendo as imagens, penso no agora ex-presidente Lula e em minha própria história. Em 2010 eu participei da sexta eleição para presidente da minha vida. Ou seja, todas as eleições do período pós-ditadura. E ano passado pela primeira vez eu não votei no Lula mas na candidata do PT, Dilma Roussef.
Nesses 21 anos muitas coisas mudaram na minha vida. Só não mudou o fato de que, a cada eleição, era preciso enfrentar o preconceito e a má fé em tudo o que se referia ao PT e especialmente a Lula.
Bom, hoje terminou o seu mandato e, como vimos, nenhuma das muitas previsões estapafúrdias e catastróficas de seus críticos se concretizou. Pelo contrário. Apesar de críticas à direita e à esquerda do espectro político nacional, é consenso que Lula deu um grande passo para diminuir a desigualdade social.
Por isso, é simbólico que, ao descer a rampa do Planalto, Lula tenha se abraçado e chorado com esse povo que ele entende tão bem e que o venera.
Vocês devem estar pensando por que eu resolvi enaltecer a biografia desse homem num post de temática feminista, e é porque, em primeiro lugar, sem ignorar seus erros ou omissões, tenho grande admiração por ele.
E a minha admiração decorre também de sua iniciativa de indicar e apoiar Dilma para presidente. Se houve motivações ocultas e cálculos políticos, eu não sei. Se Lula é machista em sua vida privada, também ignoro. Mas acho realmente relevante que o primeiro operário a se tornar presidente tenha trabalhado para eleger uma mulher para sucedê-lo.
Embora as conquistas femininas ainda tenham sido modestas em seus 8 anos de governo, comparado aos governos anteriores do período democrático, a diferença é enorme. Fiz uma pesquisa rápida na Internet, levantei os números de ministras em cada governo, e o resultado, em forma de gráfico, é o seguinte:

Como se vê, Lula teve o maior número de mulheres ocupando pastas ministeriais, um total de 10 mulheres ao longo de 8 anos. Durante o mesmo período, o ex-presidente FHC teve apenas 2, a mesma proporção que Sarney e menos até, proporcionalmente, que Collor e Itamar.
(Os dados sobre o número de ministros foram obtidos na Wikipedia e, portanto, são passíveis de erro, mas certamente se aproximam da realidade. A tabulação é minha.)
Infelizmente, ainda neste início de século as mulheres, mesmo organizadas, continuam a ter muita dificuldade para romper barreiras. Infelizmente tivemos que contar com a figura masculina para lançar a candidatura da Dilma. Infelizmente seu mandato será sempre julgado por aqueles que acreditam que Dilma é uma invenção de Lula, por mais competente que ela tenha sido, seja e venha a ser em suas funções públicas.
O que eu quero dizer é que não devemos esperar que os homens nos façam ‘concessões’ na vida pública ou privada. A luta feminista é das mulheres, sem dúvida. Mas pode e deve ser também dos homens, pois é inegável que, com um pouco mais de consciência da parte deles, o acesso igualitário e justo dos gênero às posições de poder é possível.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Há 30 anos
Este post foi originalmente publicado por mim em 20/12/10 no blog coletivo Blogueiras Feministas (http://blogueirasfeministas.wordpress.com/)
Em dezembro de 1980, eu e meus colegas da 8ª série nos abraçávamos chorando em clima de despedida quando chegou a notícia de que John Lennon havia sido assassinado.
Foi também em 1980 que o atual presidente Luís Inácio Lula da Silva foi preso por liderar greves de metalúrgicos na região do ABC Paulista. No mesmo ano foi criado o PT – Partido dos Trabalhadores. No Brasil e em toda a América Latina militantes de esquerda estavam presos ou exilados, ou simplesmente haviam desaparecido.
Claro que nenhuma discussão crítica desses fatos da vida política passava pela escola, apelidada na região de ‘colégio dos padres’, e a TV mostrava a sua versão conservadora dos fatos. Por isso, só bem mais tarde eu fui entender o que significou esse período.
E foi com muita surpresa que, dias atrás, assisti a este vídeo da Marília Gabriela, apresentadora da TV Mulher, um programa feminino de variedades criado justamente no ano de 1980, ainda em plena vigência da ditadura militar, paradoxalmente levado ao ar pela emissora conhecida por apoiar o golpe militar, a Rede Globo.
No vídeo, Marília Gabriela fala dos problemas da mulher, que ‘vão desde a tradicional discriminação (...) no trabalho até a validade ou não da legalização do aborto, passando pela necessidade de creches e da divisão do trabalho doméstico’.
O momento mais emocionante de sua fala é uma referência ao problema da seca que assolou o Nordeste nessa época, condenando o uso dos termos ‘invasão’ ou ‘saque’ para se referir a ‘outros brasileiros que estão querendo comer’.
Era um chamado para que as mulheres assumissem o seu protagonismo não só em relação aos múltiplos problemas de gênero que persistem até hoje, mas também no que diz respeito à vida social e política do país.
O programa tratava de uma variedade de temas, de telenovelas, moda e culinária e direito da mulher e do consumidor.
Mas talvez um dos quadros mais memoráveis foi Comportamento Sexual, dirigido pela Marta Suplicy. Foi a primeira vez que se falou na TV de orgasmo, ejaculação precoce, masturbação e gravidez na adolescência.
É claro que @s conservador@s não gostaram. O grupo que ficou conhecido como Senhoras de Santana chegou a acampar em frente ao estúdio da Rede Globo exigindo que o quadro fosse retirado do ar.
Felizmente não foram atendidas, e o programa continuou até 1986, quando foi substituído pelo programa infantil Xou da Xuxa e, mais tarde, por outro programa feminino, Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.
E eu me pergunto: o programa foi uma tentativa ousada de discutir questões de gênero com um público mais amplo? Isso teve alguma influência nas (poucas) conquistas dos últimos 30 anos? Mas principalmente, por que o conservadorismo conseguiu praticamente varrer as discussões de gênero da TV aberta?
sábado, 11 de dezembro de 2010
Menina, não reclama que é feio!
Inclusão (novo - o post anterior foi removido)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Dia pelo fim da violência contra a mulher
Quero crer que você, mulher que me lê, jamais sofreu uma agressão física. Assim espero! Por isso, quando se fala de violência contra a mulher, parece que estamos falando de um problema distante, que não nos atinge.